Posted by: Mary on: October 22, 2008
Pela primeira vez me vejo na situação que sempre vi minhas amigas e pensava, “ainda bem que não é comigo.” Sempre que qualquer relação minha terminava era pra valer, do tipo que ninguém liga mais, apaga-se email, telefone, sms’s, fotos e tudo podia começar limpo e suave, e eu sempre me senti bem por isso, eu apagava a pessoa da minha vida simplesmente porque podia e o mais importante, porque queria, e quando a gente pensa que tem o controle de tudo é justamente quando nos enganamos, porque foi quando eu conheci a pessoa que fez todas as minhas teses de que pensar pelo lado negativo da coisa fazia tudo ser mais fácil e que quando a gente menos esperava já estava novinha pronta pra uma nova, cairem todas por terra.
Eis que eu descobri o mundo com você e descobri o que é ter um sentimento dentro do coração que não se tem controle algum, e eis que tudo parecia perfeito quando você decidiu ir embora, e como uma facada em meu coração eu fiquei ali, sem saber o que fazer, afinal de contas, eu estava tentando o meu máximo para fazer tudo dar certo e você simplesmente queria ir embora, e foi.
Ok garotão, já que é assim, assim seja, eu logo dei meu jeito de esquecer, não com magoas e rancores, mas com aquela sensação de que tudo tem fim e que foi ótimo enquanto durou, e quando eu estava na curva do box pronta pra reabastecer meus ânimos eis que você volta e me faz sentir tudo aquilo que eu queria esquecer, mas desta vez, ALELUIA, não fui eu quem sentiu saudade, e isso poderia ser a melhor coisa do mundo, “mas espere ai, ele sentiu falta?”.
Pronto, já estava lá instalada a sensação de que ainda da pra fazer algo por nós dois, e que de fato ainda poderíamos ser dois.
Era muito para o meu coração a sua demonstração de algum carinho justo agora quando eu mais precisava, e foi ai que errei em deixar tudo escapar e falar o que eu não devia ter dito, eu devia ter sido dura, devia não ter ligado, devia não ter falado nada, devia ter deixado o silencio falar por mim, porque esta ai uma das coisas que você faz bem, e eu não aprendi com você dentre tantas coisas.
Tudo bem, depois disso vieram muitas lagrimas, desespero, sms’s, ligações, mas logo eu já tinha dado a volta completa no circuito novamente e estava próximo aos boxes e ao que tudo indicava era a hora de reabastecer, verificar pneus, freios e sair pela vida a fora em busca de diversão e novas desilusões, e eu que não sou boba nem nada, me vesti e fui.
La estava eu, toda faceira, animada e louca pra me aventurar no que eu costumo chamar de “Meu inferninho preferido” quando dou de cara com a pessoa menos provável para estar por la na situação atual, VOCÊ, e eis que meu coração palpitou, minhas mãos tremeram e eu não sabia o que pensar, afinal de contas Deus não poderia estar me testando de novo né!?!?
“Ora bolas, você por aqui, solteiro?” eu perguntei assim logo na lata pra evitar neuras e ele me devolve bem de prontidão “Sim, hoje eu estou” AHA… HOJE hein malandrão, pensei comigo, “É alguém deve estar querendo me zuar mesmo”.
WHATEVER!
“Eu não vim aqui pra perder tempo com isso, vamos a diversão”, foi o que pensei, e tudo corre bem até o presente momento mas ainda fico me perguntando, será que é apenas uma ironia do destino, afinal de contas, nos conhecemos la, e a não ser que eu mude pra o Oiapoque, eu vou continuar o encontrando ali e aqui, ou é um teste da minha capacidade de levar os meus próprios conceito a frente.
Seja como for, eu odeio não ter razão para te odiar, mas ainda tenho muito carinho por você.
Ouvindo: Rihana & Ne-Yo – I Hate That I Love You
October 23, 2008 at 3:53 am
Relaxa, baby… claro que é bem melhor quando a raiva vem de cara. Mas fica fria, dá tempo ao tempo, deixa a ficha cair com mais jeitinho que já, já você vai estar com muuuita raiva desse cafa, porque no final é tudo o que eles merecem da gente. Onde já se viu, te rondando? É o famoso “não caga, nem desocupa a moita” (com o perdão pelo palavreado, que não é de moça polida)! Dá uma variada de inferninhos, tbm, tenta um som diferente… tua cidade é bem legal que eu sei. Por aqui, eu abandonei por completo o tal do circuito underground em favor de festinhas para mocinhas de fino trato, onde servem cosmopolitans. Adoro as festinhas underground, mas fazer o quê, pelo menos assim só sei do falecido pelos outros. Tbm passei meses sem internet, porque sabia que voltaríamos a conversar por msn ou coisa assim e ia ferrar com tudo. Deu certo. Mais ou menos. Hoje beijo um moço que é uma gracinha, mas parece que fez voto de castidade. Ai, menina, ninguém merece. Não vejo a hora de acabar com tudo, para poder odiá-lo em paz. Beijos!